Immer Treu

Archive for the ‘Genealogia’ Category

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In Genealogia on 19/02/2013 at 17:18

Colaborador: Roberto Carlos Mayrink Teixeira

Quero compartilhar com todos os meus parentes do lado Mayrink da família o meu blog relativo ao meu outro ramo familiar, o dos Teixeira. Para acessar ele basta clicar nesse link: Famílias Mayrink, Pereira & Teixeira.

Em homenagem aos demais ramos familiares da família, fiz questão na edição do banner do blog além do escudo da família Teixeira (de ambos os lados da família, tanto do meu pai, quanto da minha mãe), o dos Pereira (do ramo de minha avó materna) e o dos Mayrink (do ramo de minha avó paterna).

Conto com a visita de todos vocês e o intercâmbio de informações familiares de ambas famílias.

Abraços a todos e espero a visita de vocês!

SEMPER FI! IMMER TREU!

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As Origens da Família Mayrink – Uma Nova Abordagem

In Blog dos Mayrink, Genealogia on 19/02/2013 at 17:11

Colaborador: Roberto Carlos Mayrink Teixeira

(Post publicado em meu blog Famílias Mayrink, Pereira & Teixeira, em 22/01/2013)

Segundo o Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e Antônio Henrique Cunha Bueno (conforme cópia disponibilizada aqui pelos parentes das Minas Gerais), diz-se o seguinte a respeito deste nome de família:

MAYRINK

Família de origem nórdica. O patronímico tem similar em Helsinque. Há os que consideram nórdica, batávica ou germânica, como Rodolfo Garcia. De origem holandesa, saxônica, germânica do norte ou do sul, o certo é que os primeiros Mayrinks foram parar no Funchal, Ilha da Madeira, de onde passaram mais tarde para o Brasil, estabelecendo-se em Minas Gerais. O Veador José Carlos Mayrink (1809-1877), ouvira de seus ancestrais que o nome primitivo era de um guerreiro prussiano “Meyerinck”, de batávica origem. Em posse destas informações, seu filho, o Visconde de Mayrinck, acrescentou o “c” em seu apelido de família, sendo o único ramo da família a fazê-lo (FPM – Cons. Mayrink, 46). Os Meyerinck descendem de um Bernardo de Meyerinck, que vivia em 1630, no Ducado de Cleve, depois Província da Renânia e tinha 3 filhos: Adolfo, Volker e João. Seus nomes foram grafados de diversas formas: Meyering, Meiering e Meierink (FPM – Cons. Mayrink, 50). Levando em conta a documentação coletada pelo genealogista Gilson Nazareth, podemos identificar o último dos filhos de Bernardo Meyrinck – João – como o provável ancestral dos Mayrinck, que passaram à Ilha da Madeira, de onde vieram para o Brasil.

LINHAGEM LUSO-BRASILEIRA

O genealogista e historiador Gilson Nazareth, pesquisando Familiares do Santo Ofício, recua as origens desta família em Johan (João) Mayrinck (c. 1629 – ?), que foi casado, (c. 1654), com Ana “Mayrinck”. Deste casamento, nasceu Baltazar João Mayrinck (c. 1655, Horne, Holanda – entre 1693/1706, Ilha da Madeira), Capitão de Navios, que passou aos Açores, ainda criança, onde foi batizado, na Sé de Funchal (Ilha da Madeira), onde residia à Rua do Mosteiro Novo. Capitão de uma embarcação que servia desta ilha para as partes do Brasil. Deixou numerosa descendência (sete filhos) do seu casamento em Funchal, com Maria Corrêa de Santo Antônio [1663, Funchal – ?], filha de Felipe Corrêa e de Maria Fonseca. Sua descendência passa primeira para o Rio de Janeiro e depois para Minas Gerais e Pernambuco (arquivo de Gilson Nazareth).

Os demais autores principiam esta antiga e importante família de Minas Gerais, em Antônio Corrêa Mayrink (1695, Ilha da Madeira – ?), que agora temos a confirmação de ser filho de Baltazar Mayrink e de Maria Corrêa. Capitão de Navios, morador, na Rua do Senhor Bispo, em Funchal, onde foi casada, primeiro, (c.1720), com Maria Josepha de Lima, filha de Manuel de Lima, que lhe deu dois filhos, padres, sacerdotes do hábito de São Pedro, que também passaram ao Brasil. Passando ao Rio de Janeiro, ficando viúvo, casou segunda vez, em 1736, no Rio de Janeiro, com Maria do Rosário (c.1714, Ilha do Fayal -?), filha de Francisco Machado Fagundes, da Ilha da Graciosa, e de Josepha Ramos, da Ilha do Fayal. Deste casamento nasceram mais 6 filhos, o que contraria as informações deixadas em publicação referente aos teriam sido apenas três (Arquivo de Gilson Nazareth). Para Minas Gerais, passou o Capitão Baltazar João Mayrink (batizado a 12.12.1736, Rio de Janeiro, RJ – 14.01.1815, Itaverava), filho do segundo casamento do Capitão Antônio Corrêa Mayrink. Tesoureiro da casa de Fundição de Vila Rica e Capitão de Cavalaria Auxiliar da Nobreza, por patente de D. João V, passada a 17 de junho de 1769. Deixou o Exército para ser escrivão dos Feitos da Fazenda e voltou a ser militar, reformando-se como Comandante do Destacamento da Serra de Santo Antônio de Itacambiruçu. Deixou numerosa e ilustre descendência, em Antônio Dias (Vila Rica), de seu casamento, a 27 de agosto de 1765, na Capela da Casa Grande, Vila Rica (Ouro Preto), com Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, batizada na Igreja de Nossa Senhora da Conceição a 8 de maio de 1738 e falecida a 24 de agosto de 1775. Filha do Tenente-General Bernardo da Silva Ferrão, da importante família Silva Ferrão, de Minas Gerais. Entre os descendentes de Baltazar e Maria Dorotéia, destacam-se:

    • A filha, Maria Dorotéia Joaquina de Seixas (04.10.1767, Ouro Preto – 10.02.1853, idem), mais conhecida como “a Marília de Dirceu”, noiva do poeta Tomás Antonio Gonzaga.

 

  • O filho, José Carlos Mayrink da Silva Ferrão (05.12.1771, Ouro Preto, MG – 15.01.1846, Recife, PE), que passou a Pernambuco, em 1804, na qualidade de secretário do novo governador Caetano Pinto de Miranda Montenegro. Permaneceu nesse cargo até a deposição do governador pela Revolução Pernambucana de 1817. Com o império é nomeado Primeiro Presidente da Província de Pernambuco (nomeado a 25.04.1824 – posse a 23.05.1824), retornando a administrá-la em 1827 (nomeado a 20.01.1827 – posse a 25.10.1827). Transferiu a Capital de Pernambuco, de Olinda para Recife. Adotou o nome de Silva Ferrão. Senador do Império. Foi também Coronel Miliciano da Cavalaria do Cabo e Coronel da Guarda Nacional. Cavaleiro da Ordem de Cristo. Novamente, terceiro, Presidente de Pernambuco (30.10.1827 a 24.12.1828). Deixou geração, por onde corre o nome Seixas Ferrão, do seu casamento com Joana Maria de Deus Gomes (1776, Recife, PE – 108.08.1866, idem), filha de João Antônio Gomes, chefe desta família Gomes de Pernambuco, e neta materna de Domingos Pires Pereira, patriarca da família Pires Pereira de Pernambuco (Edgardo Pires Pereira, Mística do Parentesco, 1,7); e

 

 

  •  O filho Coronel Francisco de Paula Mayrink (1775 – 1837), declarado Benemérito da Pátria, pelo governo provisório de Minas, em 1822. Dele descende quase totalidade dos Mayrink ou Mayrinck, de Minas Gerais de Rio de Janeiro. Foi casado, [c. 1806] com Eufrásia Francisca de Assis. Cabe ressaltar entre os descendentes deste último casal: o filho, José Carlos Mayrink (1809 – 1877), Veador (camarista) da Imperatriz; o neto, Conselheiro Francisco de Paula Mayrink (1839 – 1906); e o neto João Carlos Mayrinck (1804 – 1905), agraciado com o título de Visconde de Mayrinck, por Portugal.

 

Dissemos acima sobre a passagem desta família à Pernambuco, o que ocorre com o Capitão Felipe João Mayrinck, irmão do citado Capitão Antônio Corrêa Mayrink (do ramo de Minas Gerais), e filho do Capitão de Navios Baltazar Mayrink. Foi documentado em 1756, em Lisboa, e em 1744, morando no Rio de Janeiro. Deixou dois filhos que passaram à Pernambuco (Arquivo de Gilson Nazareth).

LINHAGEM MULTIÉTNICA

Teve principio em um dos ramos da família, em Camilo de Lelis Mayrink (1807, Lagoa Santa, MG – ?), filho do Tenente-coronel Francisco de Paula Mayrink. Viveu de negócios de “fazenda seca”. Deixou numerosa descendência de seu casamento, em 1839, com a “parda” Ana Francisca do Nascimento (1819 -?), filha de Manuel Francisco do Nascimento e de Ana Rosa, “pardos”.

HERÁLDICA

Um escudo de prata, com cruz vermelha, acompanhada de 8 pedras vermelhas, duas a duas, a cada canto. Paquife: das cores e metais do escudo. Elmo: frontal. Timbre: dois chifres de búfalo, que no decorrer dos tempos (?), transformaram-se em “trombas de elefante”.

Brasão dos Mayrink - Versão sem moldura (criação de Roberto Carlos Mayrink Teixeira)

Brasão dos Mayrink – Versão sem moldura (criação de Roberto Carlos Mayrink Teixeira)

FAMÍLIA MAYRINK DE AZEVEDO

Família estabelecida na região fluminense do Rio de Janeiro. A união dos dois sobrenomes teve princípio em Joaquim Antônio de Azevedo (1839, Portugal – 1892, Rio de Janeiro), que deixou numerosa descendência (oito filhos) de seu casamento com Carolina Mayrink (c. 1840, Guia de Pacobaíba, RJ – ?), filha de Henrique Ferreira Mayrink e de Estácia Maria da Conceição. Por via de uma de suas filhas, Alzira, originou-se a família Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro.

FAMÍLIA MAYRINK VEIGA

Família estabelecida no Rio de Janeiro. A união dos dois sobrenomes teve princípio em Alfredo as Silva Veiga (c.1878, RJ – ?), filho do Coronel José Manuel da Silva Veiga e de Leopoldina da Silva Lima. Deixou numerosa descendência (quatro filhos) de seu casamento, em 1899, no Rio, com Alzira Mayrinck de Azevedo (1882, RJ – ?), filha de Joaquim Antônio de Azevedo, patriarca da família Mayrink de Azevedo do Rio de Janeiro (Arquivo de Adilson Guimarães). Entre outros, foram pais de Antenor Mayrink Veiga (1902 – ?), diretor da “Casa Mayrink Veiga”, Rio de Janeiro, fundada em 1864 (pelos Mayrink de Azevedo), negociando com matérias primas, metais, máquinas, material de aviação, armamentos, etc.”

A família Mayrink é uma só, tem uma só origem. Todos os de sobrenome Mayrink são parentes. E mesmo os que não ostentam o nome, mas possuem um familiar Mayrink, são Mayrinks. Somos uma família antiga, com origens senão nobres no aspecto da realeza, nobres de fato em seu espírito de luta, a exemplo do primeiro Meyerinck citado mais acima. É uma família que pode se orgulhar de ter feito parte da história da construção desse país, com diversos de seus descendentes atuando em vários momentos históricos desta nação, escrevendo decerto a história, não só desse país, mas também de uma verdadeira dinastia familiar. Uma família, que pode se orgulhar certamente, por possuir entre seus membros, pessoas de expoente histórico, profissionais das mais diversas áreas, desde militares, a políticos, vultos históricos, arquitetos, engenheiros, administradores, médicos, professores, fazendeiros, enfim, profissionais de todas as áreas, de origens elevadas e modestas, de famílias ricas e outras nem tanto, de origens não apenas humildes, mas também multiétnicas, ressaltando ainda mais a nossa riqueza em termos de brasilidade, de origens europeias, portuguesas, germânicas, do afro-descendência, enfim da nossa pluralidade familiar e humana.

Tenhamos, pois, mesmo que não assinando em seu nome, mas tendo-o gravado a fogo na alma, o orgulho de poder dizer: EU SOU UM MAYRINK – IMMER TREU – SEMPRE FIEL!

BIBLIOGRAFIAS RECOMENDADAS

  • BARATA, Carlos Eduardo Almeida e BUENO, Antônio Henrique da Cunha, Dicionário das Famílias Brasileiras, Tomo 1, Vol. 2, págs. 1465 a 1467, Ed. Árvore da Terra, Julho de 200o.
  • NAZARETH,Gilson Caldwell do Couto, Da identificação histórica através da biografia individual e coletiva. Revista do Colégio Brasileiro de Genealogia, Tomo IV, 1990, Nº 1, pág. 010.
  • LESSA, Francisco de Paula Mayrink, Genealogia das grandes famílias Bernardes e Itamaraty
  • LESSA, Francisco de Paula Mayrink, Vida e obra do Conselheiro Mayrink: completada por uma genealogia da família.

Novidades Quanto ao Nome de Família!

In Blog dos Mayrink, Genealogia on 09/10/2012 at 00:31

Colaborador: Roberto Carlos Mayrink Teixeira

Prezados primos e primas,

Venho com satisfação observar que, aproveitando esse período em que me encontro convalescendo de saúde e em que ainda me encontro internado, tive a grata surpresa de verificar que existem documentos na Biblioteca Genealógica de Lisboa (http://www.biblioteca-genealogica-lisboa.org/citacoes.php?tipo=F&nome=Mayryrgk) que dão conta de que houve uma transferência de uma família de nome Mayryrgk para a Ilha da Madeira (http://www.biblioteca-genealogica-lisboa.org/livro.php?&id=678). O nome do livro mencionado nesse link anterior é Registo Genealógico das Famílias que Passaram à Madeira, de autoria do Engº Luiz Peter Clode, de origem anglo-lusitano, nato da ilha da Madeira e pesquisador como eu das linhagens de famílias portuguesas.

Esse fato não só corrobora o achado da prima Marcília, da certidão de casamento de Antonio Correa Mayrink e Maria do Rosario Fagundes, como prova que a família veio mesmo de Portugal para a Ilha da Madeira, concedendo autenticidade as origens. Creio que é de grande importância tentarmos obter uma cópia desse volume para podermos dar prosseguimento as buscas pelas origens anteriores a Portugal e suas conexões com a Holanda.

Como premissa para isso creio que devemos considerar o aportuguesamento do nome do pai de nosso antepassado Antonio Correa Mayrink, que provavelmente se chamaria Balthasar Johannes Mayrirgk ou Mayergk ou ainda Mayerirgk, e tantas demais variantes, tendo por sua vez aportuguesado para Baltazar João Mayrink ou Mayrigh ou Mayrink.

Espero ter dado novo fôlego a essa pesquisa. E quem sabe eu não consiga ter um tempo para me programar para o Encontro desse ano? Vou estar de molho mesmo por conta da minha reabilitação do sinistro sofrido no último dia 01 de outubro (para maiores detalhes, consultem meu perfil no Facebook em https://www.facebook.com/robertocteixeira).

Para encerrar, convido a parentada toda para ver a minha versão pessoal da árvore genealógica, nesse caso apenas mostrando o meu ramo até o nosso antepassado mais antigo. Visitem: http://www.myheritage.com.br/site-family-tree-58376981/mayrinks-e-teixeiras-brasil-rj-mg-es-e-pe-portugal. Em breve pretendo colocar a árvore completa, mas para isso preciso da ajuda de todos vocês.

Aquele abraço e SEMPRE FIEL!

do primo ROBERTO CARLOS MAYRINK TEIXEIRA

Genealogia Mayrink

In Genealogia on 28/03/2009 at 14:22

Espaço para troca de informações, pesquisas, buscas de nomes, etc.
Assim vamos completando a genealogia da família Mayrink.
Contamos com a colaboração de todos.

Árvore Genealógica