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Mayrinks – O Simbolismo por trás do escudo

In Brasão - Imagens e Versões on 24/02/2013 at 22:21

Colaborador: Roberto Carlos Mayrink Teixeira

Continuando minhas análises quanto à simbologia e significado dos escudos das famílias das quais eu descendo, vou abordar hoje a interpretação do escudo dos Mayrink, face aos significados possíveis baseados na literatura heráldica a respeito do assunto.

Brasão da Família Mayrink

Brasão da Família Mayrink

Em primeiro lugar, interpretemos o significado das cores do brasão de armas:

Prata: Também conhecida como Luna ou Lua (em brasões reais, ou para representar planetas), Pérola (para representar jóias, ou títulos de nobreza) Prata, Blanc, Argante, Argente ou Arjante. Como a prata logo se torna manchada, é geralmente representada em desenhos coloridos pela cor branca, e em não-coloridos pelo vazio. Significa a pureza, a integridade, a firmeza e a obediência.

Vermelho: Também conhecido como Marte (representação de planetas ou de armas reais) ou Rubi (brasões de nobreza titulada, ou em jóias) ou ainda Gules, o termo é provavelmente derivado da palavra árabe gule, um tipo de rosa vermelha, assim como o azul foi derivado de uma palavra (safir) na mesma língua, a qual significa pedra azul. A palavra foi sem dúvida, introduzida pelos cavaleiros cruzados; heraldistas, no entanto, supunham ser derivado do Latim gula, que em francês antigo é encontrado como gueule, ou seja, o “vermelho da garganta de um animal.” Outros, ainda, associaram sua origem na palavra hebraica gulade, o que significa pano vermelho. Gules é indicada em gravuras por numerosas linhas perpendiculares. O nome varia de pronúncia: goules, goulez, goulz, gowlys, ocorre com freqüência em rolos antigos de armas. No Cerco de Carlaverock, são usados poeticamente, os termos rouge e vermeile, também rougette. Significa vitória, fortaleza e ousadia.

Quanto a interpretação da simbologia do brasão, o que se pode dizer é que esta é objetiva e direta, podendo ser precisamente bem detalhada.

Cruz

A principio, podemos dizer que a a cruz ao centro é uma peça honrosa de 1ª ordem. A cruz na heráldica é muito freqüente, sendo que seu significado e características variam de acordo com o país e o contexto em que é aplicada. Muitas famílias nobres européias utilizam a cruz em seus brasões como forma de lembrar sua participação nas cruzadas.

Em heráldica, a cruz é a peça honrosa obtida a partir da combinação da Faixa com a Pala, isto é, que ocupa a parte central do escudo, indo através deste da esquerda para a direita e de cima para baixo.

Sua cor, independente de ser de metal ou esmalte, será diferente do campo do escudo. Para que uma cruz possa ser considerada uma peça honrada, seus braços devem chegar até as bordas do escudo. Neste caso, a cruz é considerada como uma cruz completa, caso contrário, será chamada de cruz abscissa ou corte.

A cruz representa a espada do cavaleiro, que está no arsenal de um guerreiro que sacou a espada manchada com o sangue de seus inimigos. A tradição das cores das cruzes heráldicas remontam da época das Cruzadas, em que cada cor de cruz representava, ou estava relacionada as famílias de determinadas nações.:

  • das famílias espanholas o vermelho;
  • das francesas branco;
  • das italianas azul;
  • das alemãs negro;
  • dos saxões verde;
  • dos anglos ouro, amarelo e às vezes vermelho.

Para a heráldica a cruz representa o caminho para a divindade, a defesa da religião cristã, a árvore da vida e é também o símbolo da espada dos cavaleiros.

Quanto a ela ser molina ou ancorada (escrita às vezes moline) é assim denominada porque seus braços terminam de forma curvada, como se fossem as extremidades de uma âncora. É similar a cruz florenciada, ou de flor-de-lis, mas sem a extremidade central. É uma das muitas variações de forma das cruzes usadas por cavaleiros nas cruzadas, muito comum na Ordem Soberana e Militar de Malta, na Ordem dos Cavaleiros Teutônicos e na Ordem dos Cavaleiros Templários, portanto a cruz no brasão revela a  profunda conexão com essas ordens militares, sendo qualquer uma destas conectada com o ancestral Meyerinck, por ter servidos em alguma delas ao Rei Frederico Barbaruiva, durante a 3ª cruzada.

Escudo

O brasão dos Mayrinck apresenta-se com o típico escudo português (boleado, número 11 abaixo) sendo bastante inusitada essa apresentação, uma vez que sendo de origem germânica (prussiana, ), nosso antepassado deveria usar um brasão do tipo alemão (vide número 9 abaixo), sendo do tipo pleno, ou seja, não é partido (dividido). Isso representa que o cavaleiro armado era um nobre de 1ª linhagem, ou seja, é o original, o primordial, e que o escudo foi desenhado como o português provavelmente durante a transição da família da Holanda para Portugal, ao longo de décadas de processos migratórios.

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Formas convencionais de escudos em heráldica

              1. Escudo clássico ou francês antigo
              2. Escudo francês moderno, somático ou samnítico
              3. Escudo oval ou do clero
              4. Escudo em losango, feminino ou lisonja
              5. Escudo de torneio ou de bandeira
              6. Escudo italiano ou de cabeça de cavalo
              7. Escudo suíço
              8. Escudo inglês
              9. Escudo alemão
              10. Escudo polaco
              11. Escudo espanhol, ibérico, peninsular, português ou flamengo
Brasão de Armas dos Mayrink

Brasão de Armas dos Mayrink

As 8 rochas em vermelho exibidas ao redor da cruz ancorada, representam as rochas lançadas pelo Meyerinck primordial, para afugentar os soldados mulçumanos, que atentavam com uma emboscada ao Rei Frederico Barbaruiva, conforme descrevemos no tópico As Origens dos Mayrinck – O guerreiro Meyerinck nas Cruzadas. São da mesma cor da cruz e são exibidas ao redor da mesma, em 1ª ordem, em função da simplicidade do escudo, como honra ao cavaleiro elevado. São na cor gules vermelho provavelmente por ter sido o cavaleiro consagrado por ter feito vários inimigos feridos ou mortos por sua espada em campo de batalha, como reza a tradição heráldica.

Timbre

Na figura do timbre é que temos uma verdadeira confusão de símbolos sem nenhuma conexão aparente entre si, pois vemos o que poderia ser a confusão de representações diversas e desenhos mal feitos ao longo dos tempos. O timbre parece lembrar, chifres ou presas (ou ainda trombas) de animais selvagens tão distintos entre si, como búfalos e elefantes, nada comuns na região de origem do ancestral Meyerinck, além de plumagens de diferentes espécies de aves, não claramente definidas. Do desenho original, não fica clara uma obediência aos padrões heráldicos usuais, mas como se trata de heráldica de origem germânica e carecemos de fontes mais precisas para uma interpretação exata, pouco se pode falar a respeito do mesmo, sem uma pesquisa mais acurada. Recentemente, chegou-se a uma nova possibilidade de interpretação, a de que a figura do timbre seria como a de uma cabeça de javali.

O que se pode afirmar, com base em um estudo generalizado de heráldica, é que as possibilidades de interpretação dadas aos diferentes animais associáveis ao mesmo seriam estas:

Chifres de búfalo (bois)/trombas de elefante – Aparentemente, pares de chifres de búfalo (em dinamarquês, vesselhorn) são muito comuns em timbres nas heráldicas escandinava e germânica, embora sejam praticamente desconhecidos nas outras tradições heráldicas. Como esses chifres eram frequentemente desenhado com um anel aberto na ponta, eles às vezes eram confundidos como trombas de elefante ou trombetas (ver também Heráldica Dinamarquesa na Wikipedia).

Javali/Cabeça de Javali – O javali e a cabeça de javali são figuras comuns em heráldica. O animal completo pode representar aquelas que são vistas como as qualidades positivas do javali, ou seja, a coragem e ferocidade na batalha. Já a  cabeça do javali pode representar hospitalidade (a partir do costume de servir a cabeça do javali em festas), ou ele pode simbolizar que o portador do brasão é um caçador habilidoso.

Na heráldica clássica do final do período medieval e moderno, o javali é um pouco mais raro do que o leão, a águia ou o urso. Um exemplo notável do período medieval é o javali branco de Ricardo III de Inglaterra (1452-1485). O javali aparece com freqüência em brasões de vilas ou cidades projetadas nos tempos modernos.

Corvos –  Os corvos  em heráldica podem representar aspereza, morte avareza, ou a providência divina.

Com relação ao elmo e coroa, conclui-se honraria de barão, baronete, ou cavaleiro, não se definindo bem ao certo, exceto pelo que conta a tradição familiar (referência ao texto acima, da participação do Meyerinck primordial nas Cruzadas).

Mote

O mote familiar (grito de guerra), apresentado em faixa, abaixo do escudo é IMMER TREU, correspondente em latim, SEMPER FIDELIS, o mesmo SEMPER FI dos Marines americanos, e que significa SEMPRE FIEL, ou seja, sempre leal, sempre fiel aos seus princípios, convicções, crenças, lutas, fé.

Conclusão

Mayrinck_BW

Brasão dos Mayrink monocromático, conforme concepção original do mesmo

Finalizando então a minha interpretação pessoal do brasão, eu diria, que partindo da descrição original do brasão e de seus elementos e evoluindo até a versão atualmente conhecida do brasão, que o brasão representa a participação germânica nas cruzadas e o prêmio concedido por um rei, elevando à condição de cavaleiro um valente vassalo, simples soldado, quiçá, um escudeiro, que por sua presença de espírito, nobreza, valentia e fidelidade ao seu rei e à sua fé lutou bravamente livrando-o e aos seus companheiros de combate de morte certa em uma covarde emboscada. Isso conforme conta a tradição passada de boca a boca pelos familiares por mais de 600 anos

Representa a força, a coragem, a bravura, a simplicidade e a fé do seu possessor, o 1º da linhagem.

Cabe lembrar que após essa referência, a família só tem com certa a sua origem germânico-neerlandesa (prussiana) e a migração de seus descendentes para Portugal. É certo que em Portugal a família não tem esse brasão de armas associado aos brasões do Paço de Armas do Palácio de Sintra, o que não é de se espantar, pois a família não tinha até então laços com a nobreza de Portugal, só os estabelecendo após migrar para o Brasil e conviverem com a Família Real Portuguesa durante sua transição pelo Brasil durante as Guerras Napoleônicas e posteriormente com a Família Imperial Brasileira, com as quais estabeleceram laços de fidalguia (alguns dos ramos familiares, que se esclareça logo!) por inúmeros serviços prestados às cortes portuguesa e brasileira.

Por isso tudo, vale a pena se orgulhar de possuir o nome dessa honrada e respeitosa família, pois eles foram guerreiros germânicos, a serviços da fé cristã, nobres cavaleiros e servos honrados desta nação em que vivemos e a qual honraram com grandes serviços desde a sua colonização até os tempos modernos.

Por: Roberto Carlos Mayrink Teixeira

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In Genealogia on 19/02/2013 at 17:18

Colaborador: Roberto Carlos Mayrink Teixeira

Quero compartilhar com todos os meus parentes do lado Mayrink da família o meu blog relativo ao meu outro ramo familiar, o dos Teixeira. Para acessar ele basta clicar nesse link: Famílias Mayrink, Pereira & Teixeira.

Em homenagem aos demais ramos familiares da família, fiz questão na edição do banner do blog além do escudo da família Teixeira (de ambos os lados da família, tanto do meu pai, quanto da minha mãe), o dos Pereira (do ramo de minha avó materna) e o dos Mayrink (do ramo de minha avó paterna).

Conto com a visita de todos vocês e o intercâmbio de informações familiares de ambas famílias.

Abraços a todos e espero a visita de vocês!

SEMPER FI! IMMER TREU!

As Origens da Família Mayrink – Uma Nova Abordagem

In Blog dos Mayrink, Genealogia on 19/02/2013 at 17:11

Colaborador: Roberto Carlos Mayrink Teixeira

(Post publicado em meu blog Famílias Mayrink, Pereira & Teixeira, em 22/01/2013)

Segundo o Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo Barata e Antônio Henrique Cunha Bueno (conforme cópia disponibilizada aqui pelos parentes das Minas Gerais), diz-se o seguinte a respeito deste nome de família:

MAYRINK

Família de origem nórdica. O patronímico tem similar em Helsinque. Há os que consideram nórdica, batávica ou germânica, como Rodolfo Garcia. De origem holandesa, saxônica, germânica do norte ou do sul, o certo é que os primeiros Mayrinks foram parar no Funchal, Ilha da Madeira, de onde passaram mais tarde para o Brasil, estabelecendo-se em Minas Gerais. O Veador José Carlos Mayrink (1809-1877), ouvira de seus ancestrais que o nome primitivo era de um guerreiro prussiano “Meyerinck”, de batávica origem. Em posse destas informações, seu filho, o Visconde de Mayrinck, acrescentou o “c” em seu apelido de família, sendo o único ramo da família a fazê-lo (FPM – Cons. Mayrink, 46). Os Meyerinck descendem de um Bernardo de Meyerinck, que vivia em 1630, no Ducado de Cleve, depois Província da Renânia e tinha 3 filhos: Adolfo, Volker e João. Seus nomes foram grafados de diversas formas: Meyering, Meiering e Meierink (FPM – Cons. Mayrink, 50). Levando em conta a documentação coletada pelo genealogista Gilson Nazareth, podemos identificar o último dos filhos de Bernardo Meyrinck – João – como o provável ancestral dos Mayrinck, que passaram à Ilha da Madeira, de onde vieram para o Brasil.

LINHAGEM LUSO-BRASILEIRA

O genealogista e historiador Gilson Nazareth, pesquisando Familiares do Santo Ofício, recua as origens desta família em Johan (João) Mayrinck (c. 1629 – ?), que foi casado, (c. 1654), com Ana “Mayrinck”. Deste casamento, nasceu Baltazar João Mayrinck (c. 1655, Horne, Holanda – entre 1693/1706, Ilha da Madeira), Capitão de Navios, que passou aos Açores, ainda criança, onde foi batizado, na Sé de Funchal (Ilha da Madeira), onde residia à Rua do Mosteiro Novo. Capitão de uma embarcação que servia desta ilha para as partes do Brasil. Deixou numerosa descendência (sete filhos) do seu casamento em Funchal, com Maria Corrêa de Santo Antônio [1663, Funchal – ?], filha de Felipe Corrêa e de Maria Fonseca. Sua descendência passa primeira para o Rio de Janeiro e depois para Minas Gerais e Pernambuco (arquivo de Gilson Nazareth).

Os demais autores principiam esta antiga e importante família de Minas Gerais, em Antônio Corrêa Mayrink (1695, Ilha da Madeira – ?), que agora temos a confirmação de ser filho de Baltazar Mayrink e de Maria Corrêa. Capitão de Navios, morador, na Rua do Senhor Bispo, em Funchal, onde foi casada, primeiro, (c.1720), com Maria Josepha de Lima, filha de Manuel de Lima, que lhe deu dois filhos, padres, sacerdotes do hábito de São Pedro, que também passaram ao Brasil. Passando ao Rio de Janeiro, ficando viúvo, casou segunda vez, em 1736, no Rio de Janeiro, com Maria do Rosário (c.1714, Ilha do Fayal -?), filha de Francisco Machado Fagundes, da Ilha da Graciosa, e de Josepha Ramos, da Ilha do Fayal. Deste casamento nasceram mais 6 filhos, o que contraria as informações deixadas em publicação referente aos teriam sido apenas três (Arquivo de Gilson Nazareth). Para Minas Gerais, passou o Capitão Baltazar João Mayrink (batizado a 12.12.1736, Rio de Janeiro, RJ – 14.01.1815, Itaverava), filho do segundo casamento do Capitão Antônio Corrêa Mayrink. Tesoureiro da casa de Fundição de Vila Rica e Capitão de Cavalaria Auxiliar da Nobreza, por patente de D. João V, passada a 17 de junho de 1769. Deixou o Exército para ser escrivão dos Feitos da Fazenda e voltou a ser militar, reformando-se como Comandante do Destacamento da Serra de Santo Antônio de Itacambiruçu. Deixou numerosa e ilustre descendência, em Antônio Dias (Vila Rica), de seu casamento, a 27 de agosto de 1765, na Capela da Casa Grande, Vila Rica (Ouro Preto), com Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, batizada na Igreja de Nossa Senhora da Conceição a 8 de maio de 1738 e falecida a 24 de agosto de 1775. Filha do Tenente-General Bernardo da Silva Ferrão, da importante família Silva Ferrão, de Minas Gerais. Entre os descendentes de Baltazar e Maria Dorotéia, destacam-se:

    • A filha, Maria Dorotéia Joaquina de Seixas (04.10.1767, Ouro Preto – 10.02.1853, idem), mais conhecida como “a Marília de Dirceu”, noiva do poeta Tomás Antonio Gonzaga.

 

  • O filho, José Carlos Mayrink da Silva Ferrão (05.12.1771, Ouro Preto, MG – 15.01.1846, Recife, PE), que passou a Pernambuco, em 1804, na qualidade de secretário do novo governador Caetano Pinto de Miranda Montenegro. Permaneceu nesse cargo até a deposição do governador pela Revolução Pernambucana de 1817. Com o império é nomeado Primeiro Presidente da Província de Pernambuco (nomeado a 25.04.1824 – posse a 23.05.1824), retornando a administrá-la em 1827 (nomeado a 20.01.1827 – posse a 25.10.1827). Transferiu a Capital de Pernambuco, de Olinda para Recife. Adotou o nome de Silva Ferrão. Senador do Império. Foi também Coronel Miliciano da Cavalaria do Cabo e Coronel da Guarda Nacional. Cavaleiro da Ordem de Cristo. Novamente, terceiro, Presidente de Pernambuco (30.10.1827 a 24.12.1828). Deixou geração, por onde corre o nome Seixas Ferrão, do seu casamento com Joana Maria de Deus Gomes (1776, Recife, PE – 108.08.1866, idem), filha de João Antônio Gomes, chefe desta família Gomes de Pernambuco, e neta materna de Domingos Pires Pereira, patriarca da família Pires Pereira de Pernambuco (Edgardo Pires Pereira, Mística do Parentesco, 1,7); e

 

 

  •  O filho Coronel Francisco de Paula Mayrink (1775 – 1837), declarado Benemérito da Pátria, pelo governo provisório de Minas, em 1822. Dele descende quase totalidade dos Mayrink ou Mayrinck, de Minas Gerais de Rio de Janeiro. Foi casado, [c. 1806] com Eufrásia Francisca de Assis. Cabe ressaltar entre os descendentes deste último casal: o filho, José Carlos Mayrink (1809 – 1877), Veador (camarista) da Imperatriz; o neto, Conselheiro Francisco de Paula Mayrink (1839 – 1906); e o neto João Carlos Mayrinck (1804 – 1905), agraciado com o título de Visconde de Mayrinck, por Portugal.

 

Dissemos acima sobre a passagem desta família à Pernambuco, o que ocorre com o Capitão Felipe João Mayrinck, irmão do citado Capitão Antônio Corrêa Mayrink (do ramo de Minas Gerais), e filho do Capitão de Navios Baltazar Mayrink. Foi documentado em 1756, em Lisboa, e em 1744, morando no Rio de Janeiro. Deixou dois filhos que passaram à Pernambuco (Arquivo de Gilson Nazareth).

LINHAGEM MULTIÉTNICA

Teve principio em um dos ramos da família, em Camilo de Lelis Mayrink (1807, Lagoa Santa, MG – ?), filho do Tenente-coronel Francisco de Paula Mayrink. Viveu de negócios de “fazenda seca”. Deixou numerosa descendência de seu casamento, em 1839, com a “parda” Ana Francisca do Nascimento (1819 -?), filha de Manuel Francisco do Nascimento e de Ana Rosa, “pardos”.

HERÁLDICA

Um escudo de prata, com cruz vermelha, acompanhada de 8 pedras vermelhas, duas a duas, a cada canto. Paquife: das cores e metais do escudo. Elmo: frontal. Timbre: dois chifres de búfalo, que no decorrer dos tempos (?), transformaram-se em “trombas de elefante”.

Brasão dos Mayrink - Versão sem moldura (criação de Roberto Carlos Mayrink Teixeira)

Brasão dos Mayrink – Versão sem moldura (criação de Roberto Carlos Mayrink Teixeira)

FAMÍLIA MAYRINK DE AZEVEDO

Família estabelecida na região fluminense do Rio de Janeiro. A união dos dois sobrenomes teve princípio em Joaquim Antônio de Azevedo (1839, Portugal – 1892, Rio de Janeiro), que deixou numerosa descendência (oito filhos) de seu casamento com Carolina Mayrink (c. 1840, Guia de Pacobaíba, RJ – ?), filha de Henrique Ferreira Mayrink e de Estácia Maria da Conceição. Por via de uma de suas filhas, Alzira, originou-se a família Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro.

FAMÍLIA MAYRINK VEIGA

Família estabelecida no Rio de Janeiro. A união dos dois sobrenomes teve princípio em Alfredo as Silva Veiga (c.1878, RJ – ?), filho do Coronel José Manuel da Silva Veiga e de Leopoldina da Silva Lima. Deixou numerosa descendência (quatro filhos) de seu casamento, em 1899, no Rio, com Alzira Mayrinck de Azevedo (1882, RJ – ?), filha de Joaquim Antônio de Azevedo, patriarca da família Mayrink de Azevedo do Rio de Janeiro (Arquivo de Adilson Guimarães). Entre outros, foram pais de Antenor Mayrink Veiga (1902 – ?), diretor da “Casa Mayrink Veiga”, Rio de Janeiro, fundada em 1864 (pelos Mayrink de Azevedo), negociando com matérias primas, metais, máquinas, material de aviação, armamentos, etc.”

A família Mayrink é uma só, tem uma só origem. Todos os de sobrenome Mayrink são parentes. E mesmo os que não ostentam o nome, mas possuem um familiar Mayrink, são Mayrinks. Somos uma família antiga, com origens senão nobres no aspecto da realeza, nobres de fato em seu espírito de luta, a exemplo do primeiro Meyerinck citado mais acima. É uma família que pode se orgulhar de ter feito parte da história da construção desse país, com diversos de seus descendentes atuando em vários momentos históricos desta nação, escrevendo decerto a história, não só desse país, mas também de uma verdadeira dinastia familiar. Uma família, que pode se orgulhar certamente, por possuir entre seus membros, pessoas de expoente histórico, profissionais das mais diversas áreas, desde militares, a políticos, vultos históricos, arquitetos, engenheiros, administradores, médicos, professores, fazendeiros, enfim, profissionais de todas as áreas, de origens elevadas e modestas, de famílias ricas e outras nem tanto, de origens não apenas humildes, mas também multiétnicas, ressaltando ainda mais a nossa riqueza em termos de brasilidade, de origens europeias, portuguesas, germânicas, do afro-descendência, enfim da nossa pluralidade familiar e humana.

Tenhamos, pois, mesmo que não assinando em seu nome, mas tendo-o gravado a fogo na alma, o orgulho de poder dizer: EU SOU UM MAYRINK – IMMER TREU – SEMPRE FIEL!

BIBLIOGRAFIAS RECOMENDADAS

  • BARATA, Carlos Eduardo Almeida e BUENO, Antônio Henrique da Cunha, Dicionário das Famílias Brasileiras, Tomo 1, Vol. 2, págs. 1465 a 1467, Ed. Árvore da Terra, Julho de 200o.
  • NAZARETH,Gilson Caldwell do Couto, Da identificação histórica através da biografia individual e coletiva. Revista do Colégio Brasileiro de Genealogia, Tomo IV, 1990, Nº 1, pág. 010.
  • LESSA, Francisco de Paula Mayrink, Genealogia das grandes famílias Bernardes e Itamaraty
  • LESSA, Francisco de Paula Mayrink, Vida e obra do Conselheiro Mayrink: completada por uma genealogia da família.

Novidades Quanto ao Nome de Família!

In Blog dos Mayrink, Genealogia on 09/10/2012 at 00:31

Colaborador: Roberto Carlos Mayrink Teixeira

Prezados primos e primas,

Venho com satisfação observar que, aproveitando esse período em que me encontro convalescendo de saúde e em que ainda me encontro internado, tive a grata surpresa de verificar que existem documentos na Biblioteca Genealógica de Lisboa (http://www.biblioteca-genealogica-lisboa.org/citacoes.php?tipo=F&nome=Mayryrgk) que dão conta de que houve uma transferência de uma família de nome Mayryrgk para a Ilha da Madeira (http://www.biblioteca-genealogica-lisboa.org/livro.php?&id=678). O nome do livro mencionado nesse link anterior é Registo Genealógico das Famílias que Passaram à Madeira, de autoria do Engº Luiz Peter Clode, de origem anglo-lusitano, nato da ilha da Madeira e pesquisador como eu das linhagens de famílias portuguesas.

Esse fato não só corrobora o achado da prima Marcília, da certidão de casamento de Antonio Correa Mayrink e Maria do Rosario Fagundes, como prova que a família veio mesmo de Portugal para a Ilha da Madeira, concedendo autenticidade as origens. Creio que é de grande importância tentarmos obter uma cópia desse volume para podermos dar prosseguimento as buscas pelas origens anteriores a Portugal e suas conexões com a Holanda.

Como premissa para isso creio que devemos considerar o aportuguesamento do nome do pai de nosso antepassado Antonio Correa Mayrink, que provavelmente se chamaria Balthasar Johannes Mayrirgk ou Mayergk ou ainda Mayerirgk, e tantas demais variantes, tendo por sua vez aportuguesado para Baltazar João Mayrink ou Mayrigh ou Mayrink.

Espero ter dado novo fôlego a essa pesquisa. E quem sabe eu não consiga ter um tempo para me programar para o Encontro desse ano? Vou estar de molho mesmo por conta da minha reabilitação do sinistro sofrido no último dia 01 de outubro (para maiores detalhes, consultem meu perfil no Facebook em https://www.facebook.com/robertocteixeira).

Para encerrar, convido a parentada toda para ver a minha versão pessoal da árvore genealógica, nesse caso apenas mostrando o meu ramo até o nosso antepassado mais antigo. Visitem: http://www.myheritage.com.br/site-family-tree-58376981/mayrinks-e-teixeiras-brasil-rj-mg-es-e-pe-portugal. Em breve pretendo colocar a árvore completa, mas para isso preciso da ajuda de todos vocês.

Aquele abraço e SEMPRE FIEL!

do primo ROBERTO CARLOS MAYRINK TEIXEIRA