Immer Treu

Rafael Mayrinck

In Membros Ilustres on 14/10/2010 at 10:09



A primeira biografia acadêmica é de Rafael Mayrinck, bacharel em Letras, Filosofia e Direito, estudante brilhante da Sorbonne, em Paris, fez carreira diplomática. Ao tempo do chanceler Barão do Rio Branco foi 2o Oficial, conhecendo de perto o trabalho do extraordinário titular. Serviu em Bruxelas, Bogotá e em Caracas.

Freqüentando Petrópolis, como veranista, seguindo o modismo daqueles dias, foi convidado a integrar a Associação de Ciências e Letras, tomando posse a 3 de maio de 1925, saudado por Mário Dias e seu patrono, que escolheu, foi o Barão do Rio Branco.

Autoridade em Direito e Política Internacional, Mayrinck colaborou em muitos jornais do País e do Exterior, principalmente na França e nos países sul-americanos.

No dia 6 de janeiro de 1926 foi eleito presidente da Associação de Letras, compondo sua Diretoria com os prestigiosos nomes de Walter Bretz, Eugênio Libonatti e Reynaldo Chaves. Com um bom trabalho, foi reeleito, dirigindo a entidade até dezembro de 1928, quando passou a presidência para Nair de Teffé Hermes da Fonseca.

Durante a sua gestão a Associação conseguiu junto ao Governo do Estado do Rio de Janeiro a cessão do salão nobre do Grupo Escolar D. Pedro II, em caráter permanente para as sessões administrativas, festivas e permissão para manter a secretaria e o acervo naquela dependência.

Em fevereiro de 1927 Mayrinck presidiu a posse de Antônio Joaquim de Paula Buarque, recebido por Paulo Rudge, Padre Lúcio Gambarra, recebido por Alfredo Rudge, procedeu à eleição de Sylvio de Abreu Fialho, Armando Lima, Adrien Delpech e Paim Pamplona, estes dois últimos de vida efêmera como acadêmicos.

Em junho de 1927 promoveu grande festa junina onde mesclaram-se festejos populares com intelectuais de muito sucesso e tudo foi possível graças às contribuições de empresários da cidade, com destaque para o Banco de Petrópolis, a Cervejaria Bohêmia e a Companhia Brasileira de Energia Elétrica.

Concluído seu mandato, Rafael Mayrinck continuou com sua residência de verão e, aos poucos, foi deixando a cidade.
O verão de Petrópolis tinha dessas coisas.

A pequena biografia foi extraida do informe acadêmico de nosso atual presidente na sessão literária de 16 de setembro de 1995. O trabalho foi publicado na Revista n. 18, do ano de 1996, páginas 7 a 18.

Créditos: Pablo Mayrinck – mayrinck@hotmail.com

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  1. Sou neto de Rafael de Mayrinck.Figura ilustre e orgulho da familia Mayrinck.

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